Deficiência auditiva atinge 9,8 milhões de brasileiros

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Censo do IBGE de 2010 ainda aponta que 2,6 milhões da população são surdos. Pesquisas apontam que estes números devem somente aumentar.
Segundo censo realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -IBGE, 9,8 milhões de brasileiros possuem deficiência auditiva, o que representa 5,2% da população brasileira. Deste total 2,6 milhões são surdos e 7,2 milhões apresentam grande dificuldade para ouvir. Já, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (2011) 28 milhões de brasileiros possuem algum tipo de problema auditivo, o que revela um quadro no qual 14,8% do total de 190 milhões de brasileiros, possuem problemas ligados à audição.
Pesquisas também apontam que o número de deficientes auditivos no Brasil deve somente crescer. Pois, além do aumento da população idosa no país, apontado pelo censo do IBGE de 2010, as deficiências auditivas, que poderiam ser reversíveis se constadas até 06 meses de idade, no Brasil, porém, apesar da obrigatoriedade do teste da orelhinha, são constadas a partir de 04 anos, idade considerada tardia pelos médicos. Outra pesquisa realizada no Rio de Janeiro em 2010 afirma que cerca de 20% das crianças com idade pré-escolar possuem algum grau de deficiência auditiva, porém não identificada.
Já, segundo a Sociedade Brasileira de Otologia – SBO, cerca de 15% a 20% da população no país tem zumbido, sintoma que indica perda auditiva. Destes, apenas 15% se sentem incomodados com o barulho e procuram ajuda médica. A entidade também aponta que cerca de 30% a 35% das perdas de audição são creditadas à exposição a sons intensos, sejam eles em ambientes profissional ou em lazer (como shows ou aparelhos eletrônicos).
As Academias Americanas de Audiologia, Otorrinolaringologia e Pediatria afirmam que aproximadamente 0,1% das crianças no mundo nascem com deficiência auditiva severa e profunda. Nas crianças até dois anos, a surdez pode ser causada por meningite bacteriana ou virótica (a maior causa de surdez no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Educação; trauma na cabeça associada à perda de consciência ou fratura craniana; medicação ototóxica; e infecção de ouvido persistente ou com duração por mais de três meses. Assim, ficar atendo se a criança tem dificuldade fala, aprendizado, se vê televisão ou escuta música em volumes altos, sempre pede para que se repita a pergunta ou está dentro do grupo de risco para desenvolvimento de perda auditiva é muito importante para detectar o problema.
Nos jovens e adultos, além dos fatores relacionados às crianças, o uso continuado de aparelhos de som com fone de ouvido, trabalho em ambiente de alto nível de poluição sonora e infecção constante no ouvido podem causar surdez. De acordo com a SBO, a grande maioria dos deficientes auditivos adquirem o problema por estarem constantemente expostos a ruídos do dia-a-dia (motor de carro passando na avenida, burburinho na praça de alimentação do shopping, música alta nos fones de ouvido,) ou pelo envelhecimento natural do organismo quando as células ciliadas da orelha interna começam a morrer.
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Por isso, é importante ficar atento aos sinais que nos adultos começam a aparecer a partir dos 40 anos, principalmente por causa do envelhecimento das células ciliadas, agravado pelos ruídos do dia-a-dia, além da má-alimentação combinada com o uso do álcool e cigarro.

Conceito e Classificação da Deficiência Auditiva.

Denomina-se deficiência auditiva a diminuição da capacidade de percepção normal dos sons, sendo considerado surdo o indivíduo cuja audição não é funcional na vida comum, e parcialmente surdo, aquele cuja audição, ainda que deficiente, é funcional com ou sem prótese auditiva.
Pelo menos uma em cada mil crianças no mundo nasce profundamente surda. Muitas pessoas desenvolvem problemas auditivos ao longo da vida, por causa de mau hábitos, acidentes ou doenças.
Existem dois tipos principais de problemas auditivos. O primeiro afeta o ouvido externo ou mé dio
e provoca dificuldades auditivas “condutivas” (também denominadas de “transmissão”), normalmente tratáveis e curáveis. O outro tipo envolve o ouvido interno ou o nervo auditivo. Chama-se surdez neurossensorial.
A deficiência auditiva pode ser classificada como deficiência de transmissão, quando o problema se localiza no ouvido externo ou médio (nesse caso, o prognóstico costuma ser excelente); mista, quando o problema se localiza no ouvido médio e interno, e neurossensorial, quando se origina no ouvido interno e no nervo auditivo. Infelizmente, esse tipo de surdez em geral é irreversível. A surdez condutiva faz perder o volume sonoro: é como tentar entender alguém que fala muito baixo ou está muito longe. A surdez neurossensorial corta o volume sonoro e também distorce os sons. Essa interpretação descoordenada de sons é um sintoma típico de doenças do ouvido interno.
Graus de Surdez
– Leve – entre 20 e 40 dB
– Média – entre 40 e 70 dB
– Severa – entre 70 e 90 dB – Profunda – mais de 90 dB • 1o Grau: 90 dB
• 2o Grau: entre 90 e 100 dB • 3o Grau: mais de 100 dB

Fonte da matéria: http://www.winaudio.com.br/produtos-e-servicos/noticias-em-audiologia/3704-deficiencia-auditiva-atinge-98-milhoes-de-brasileiros.html

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