Evolução dos aparelhos auditivos

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Parece inacreditável, mas basta pesquisarmos na internet para encontrar fotos antigas de pessoas com deficiência auditiva, utilizando cones, conchas e até chifres, na tentativa de melhorar a capacidade auditiva.

As falhas na audição são comuns na história da humanidade e temas de várias pesquisas científicas, em busca de soluções que ofereçam conforto e praticidade, com a efetiva melhora da capacidade auditiva. Entretanto, apenas no início do século passado, os primeiros aparelhos auditivos começaram a ser produzidos, trazendo mais qualidade de vida a quem precisa.
Segundo levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), 360 milhões de pessoas no mundo sofrem de deficiência auditiva. São diferentes problemas de escuta, que necessitam de aparelhos auditivos que atendam, especificamente, suas necessidades individuais. Com o avanço da tecnologia ao longo dos últimos 100 anos, os aparelhos modernizaram-se e, atualmente, estão cada vez mais discretos e customizados, com capacidade de programação, de acordo com as necessidades de cada um.
Em 1913, data de lançamento do primeiro aparelho auditivo, as evoluções existentes hoje em impensáveis. O “Esha-Phonophor”, primeiro aparelho produzido pela antiga Siemens & Halske, era considerado uma inovação para a época, devido à potência e praticidade. O modelo possuía apenas três versões de capitadores de som, que variavam de acordo com o grau de deficiência. Atualmente, segundo explica a fonoaudióloga da clínica Pró-Ouvir Siemens Audiologia, de Sorocaba (SP), Dra. Vanessa Fonseca Gardini, o modelo mais moderno da Simens, o Micon, possui 18.4 milhões de transistores e 48 canais, que proporcionam ajuntes precisos às necessidades particulares. “Hoje, os aparelhos atendem todas as carências, independentemente da idade ou da necessidade de cada caso”, ressalta a médica.
Além da infinita capacidade de programação dos novos aparelhos auditivos, o tamanho e a praticidade de uso também surpreenderam ao longo dos anos. Os primeiros modelos eram relativamente grandes. Formados por um fone de ouvido interligado a um capacitador, que, segundo comemorava a publicidade da época, cabia dentro de uma pequena bolsa de mão, tinham que ser carregados para todos os lugares. Agora, os aparelhos são quase invisíveis e muito leves, encaixando-se, perfeitamente, à orelha, trazendo conforto e praticidade durante o uso. “Aqueles aparelhos barulhentos, que apitavam ao longo do dia, ficaram no passado. O avanço da tecnologia nesta área trouxe, inclusive, aparelhos em miniatura imperceptíveis, além de outros especiais para crianças e à prova d’água”, explica Dra. Vanessa.
Tecnologia a serviço da audição
Com o desenvolvimento dos aparelhos, problemas corriqueiros enfrentados pelos primeiros usuários ficaram para trás. Já existem no mercado aparelhos auditivos com dispositivos que permitem ao paciente escutar o celular ou a televisão, diretamente no aparelho. “Este dispositivo ajuda o usuário a filtrar o som que deseja escutar, sem que outros ruídos atrapalhem o entendimento, queixa comum em relação aos aparelhos antigos”.
Para atender ao público infantil, existem, inclusive, aparelhos que podem ser produzidos na cor escolhida pela criança, além de receberem adesivos divertidos. Há, também, um dispositivo especial que permite que o professor fale lá à frente, na sala de aula, e a criança escute, perfeitamente, diretamente de seu aparelho auditivo, de onde quer que esteja.
“O futuro já chegou para os aparelhos auditivos. É quase impossível não encontrar no mercado um modelo que se encaixe, perfeitamente, às necessidades da pessoa, com muito conforto e praticidade de uso”, finaliza a especialista.

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