Rejeição da perda auditiva acelera doença e desencadeia depressão

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* Vanessa Fonseca Gardini
Perceber e aceitar a perda auditiva não é uma tarefa fácil. Seja jovem ou idoso, a constatação de que não se escuta corretamente é sempre ruim. Assim como outras doenças, a perda auditiva não escolhe idade, nem sexo e já atinge mais de 10 milhões de brasileiros, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mas, o que geralmente as pessoas não percebem é que a perda auditiva prejudica, também, o aspecto psicológico e social. Há casos em que os pacientes demoram anos para procurar ajuda especializada e chegam ao consultório com depressão profunda. A privação sensorial causada pela perda auditiva gera um isolamento social devastador, além da diminuição significativa das atividades cerebrais, tais como: atenção, entendimento de fala e memória que, ainda, facilitam o aparecimento das demências.

Auxílio médico
A procura por um especialista deve ser feita, imediatamente, ao perceber sinais da doença, pois o profissional poderá ajudar o deficiente auditivo a levar uma vida normal. Ainda hoje, muitas pessoas resistem ao uso do aparelho auditivo e levam, em média, de 7 a 10 anos para procurar ajuda médica, deixando agravar o quadro e contribuindo para o surgimento de outros problemas relacionados.

O preconceito em relação à deficiência auditiva, na maioria das vezes, vem do próprio paciente, por isso, é preciso trabalhar a autoestima, fortalecendo e ampliando as possibilidades de um novo começo. A família é fundamental no processo de aceitação e recuperação, pois a pessoa passa a se isolar, primeiramente, da vida social e, depois, dos familiares. Alguns dos sintomas apresentados na surdez são a agressividade e a irritabilidade excessiva.

* Vanessa Fonseca Gardini é fonoaudióloga
Notícia publicada na edição de 22/10/13 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 8 do caderno A – o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.

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