Jovens prejudicam audição com uso inadequado de fones de ouvido.

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Especialista alerta que som nos aparelhos pode alcançar potência equivalente á turbina de um avião em decolagem.
Camila Pedroso

Eles já se tomaram peça indispensável no guarda-roupa dos jovens. Para todos os Lados que olhamos,dentro do ônibus, metro, nas ruas ou academias, sempre encontramos, pelo menos, uma pessoa ouvindo musica pelo fone de ouvido. E chama mais atenção,ainda,o fato de o som estar tão alto,que é possível escutá-lo mesmo por quem está do lado.
A Organização Mundial da saúde alerta que, pelo menos 5% das perdas auditivas no Brasil são decorrentes do uso indevido de fones de ouvido, o que equivale a, aproximadamente 1,5 milhão de pessoas com perdas irreversíveis de audição, sendo a maioria delas jovens.
As perdas de auditivas, no início, são imperceptíveis, desenvolvendo-se silenciosa e lentamente, porém de forma irresistível.
Sons de até 58 decibéis são considerados inofensivos ,mas estes fones podem atingir até 120 dB, quando ajustados no volume máximo. Esta potência equivale a uma turbina de avião no momento da decolagem!

O ouvido humano, não suporta a exposição prolongada a esses sons elevados. Muitas pessoas passam várias horas do dia-dia no fone de ouvido perto do volume máximo, pois, devido á poluição sonora das cidades, o som é regulado cada vez mais alto.
Mas dados apontam que as perdas auditivas estão acometendo, cada vez mais cedo, a população. Segundo pesquisa do New York City Department of Health, no EUA, uma em cada quatro pessoas, com idades entre 18 e 44 anos, declara que sofre com perda auditiva e, desta faixa etária, 23% confirma que usam por, pelo menos, cinco dias da semana, durante quatro horas, o fone ouvido em volume alto. Encontramos nos consultórios jovens, com idades inferiores a 30 anos, mas com perdas auditivas esperadas em pessoas com mais de 60 anos.
Concha ou intra-articulares
Há dois modelos de fones de ouvido no mercado: os intra-auriculares e aqueles em formato de concha.
Os modelos em formato de concha são os mais indicados, pois evitam o contato com o som diretamente no canal do ouvido,o que aumenta,em até três vezes, a intensidade do som. O modelo intra-auricular pode, ainda, causar retenção de cera, inflamações e até machucar o canal auditivo.
O modelo concha, colabora com o isolamento do som, impedindo que ruídos externos interfiram na audição e, com isto, o usuário não tenha que aumentar mais o volume. Entretanto, qualquer modelo não deve se utilizado por períodos muito prolongados.

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