Isolamento e dificuldade de aprendizado exigem atenção

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O isolamento social é encarado por muitos como timidez, porém, este pode ser um sinal importante de dificuldade na audição.

O ano letivo já começou e, para algumas crianças, esta é a primeira vez que elas vão para a escola. É neste período de novidades e descobertas que muitos pais e professores notam nos alunos algumas deficiências, como a falha na visão.
Entretanto, além da visão, mais comum de se notar, os responsáveis também devem ficar atentos aos sinais da perda auditiva na infância. A deficiência auditiva deve ser detectada o mais cedo possível, para diminuir os prejuízos no desenvolvimento da criança, evitando dificuldades de aprendizado ou distanciamento social.

isolamento_timidez

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Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) dão conta de que a deficiência auditiva é o mais frequente déficit sensorial da população, afetando mais de 250 milhões de pessoas no mundo e acometendo cerca de 10% das crianças em idade escolar. É uma das deficiências mais sérias, mas que, muitas vezes, só é identificada tardiamente.
A perda auditiva na primeira fase da infância prejudica o desenvolvimento da fala, a capacidade de aprendizado e a interação social. O isolamento social é encarado por muitos como timidez, porém, este pode ser um sinal importante de dificuldade na audição.
Ao nascerem, os bebês são submetidos ao teste da orelhinha, exame obrigatório nas maternidades e hospitais públicos e privados de todo o país, para detectar possíveis falhas na audição dos recém-nascidos. Entretanto, em alguns casos, a surdez também pode se manifestar nas crianças mais velhas. Esta falha pode ocorrer pelo mau uso de hastes flexíveis (conhecidos como Cotonetes) ou como sequela de doenças mal curadas, tais como: otites e sinusites crônicas, sarampo, coqueluche, caxumba, meningite ou, ainda, ruídos muito altos perto do ouvido, pancada violenta próximo à orelha e a introdução de objetos no ouvido.
Muitas crianças possuem falhas de audição ocasionadas por otites recorrentes. Em alguns casos, no verão, esta inflamação está diretamente relacionada à presença de água no ouvido, proveniente da piscina ou do mar. A solução para este problema é simples, mas, muitas vezes, desconhecida. Já existem no mercado tampões de ouvido que evitam a entrada da água, desenvolvidos de acordo com o tamanho do ouvido da criança.
Para detectar falhas na audição dos pequenos, os pais devem ficar atentos ao volume da televisão ou do rádio que a criança ouve, se ela senta à frente da televisão quando o volume da mesma encontra-se agradável a todos, se pede para repetir as palavras, se tem trocas articulatórias (fala errado ou troca as letrinhas), se fica desatenta e queixa-se de dificuldades em ouvir ou tem obstrução dos ouvidos. Na presença de um destes sintomas, os pais devem encaminhar a criança a um fonoaudiólogo para a realização de um teste audiométrico, que constatará se há alguma falha na audição e o nível da perda auditiva.
Diagnosticada a doença, muitos pais ficam receosos com a possibilidade dos filhos sofrerem bullying dos amigos da escola, devido ao uso do aparelho auditivo. E esta reação dos pais é normal e recorrente, porém, com o avanço da tecnologia, os aparelhos auditivos estão cada vez mais modernos, discretos e atualizados com as necessidades de cada paciente. Existem, inclusive, aparelhos infantis que podem ser produzidos na cor escolhida pela criança, além de receberem adesivos divertidos. Há, também, um dispositivo especial que permite que o professor fale na sala de aula, e a criança escute, perfeitamente, diretamente de seu aparelho auditivo, de onde quer que esteja.
Não há nenhuma razão para uma criança com problemas auditivos ter a infância prejudicada. Os novos aparelhos já estão adaptados para resistirem à dinâmica delas, bem como proporcionar uma excelente qualidade de vida.

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