Zumbido afeta qualidade de vida do paciente

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Além de problemas auditivos,sintoma pode estar relacionado a tireóide, pressão, diabetes,entre outros.
O zumbido não é uma doença, e mais de 90 % dos casos está relacionado a problemas de audição. (Dificilmente surge um paciente que tenha zumbido e não tenha problemas de audição). A ocorrência precisa ser investigada pois um zumbido afeta negativamente a qualidade de vida do paciente e,em casos mais graves,pode levar até ao suicídio.
O zumbido é um sintoma que precisa ser investigado, pois, pode estar relacionado a uma série de situações como a tireóide, pressão alta, alterações cervicais e hormonais, diabetes, colesterol alto, entre outras.
Inicialmente, a pessoa deve procurar um otorrinolaringologista. O prognóstico é feito por meio de exames como a audiometria e a acunfnometria. Diferente do que a maioria das pessoas pensam, o zumbido ocorre na cabeça e não no ouvido. Tanto a intensidade quanto o tipo de som, inclusive em tom musical, varia de pessoa para pessoa. Na maior parte dos casos a intensidade não ultrapassa os 10 decibéis.
As consequências, em determinados casos, podem ser tão graves e podem levar ao suicídio. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que o zumbido é mais frequente em idosos, pois geralmente existem doenças correlacionadas que as tornam mais suscetíveis, tais como colesterol, hipertensão, etc. A OMS estima que 20% da população sofrem de zumbido, mas em cada 10 pessoas apenas uma sente-se verdadeiramente incomodada com o problema. Muitos não se preocupam. Não se incomodam. Durante o dia os sons do ambiente ajudam a dispersar, mas á noite a pessoa presta mais atenção ao (som interno), então o zumbido é percebido.
Um hábito que tem se tornado bastante comum, especialmente pelos jovens,que é o uso de fones de ouvidos em altos volumes. E mesmo a exposição ao som exagerado em baladas. Essas situações podem levar à perda auditiva de forma cada vez mais precoce. Por conta de várias situações, inclusive a dieta alimentar, o zumbido mais comum em idosos também tem afetado os jovens. Um paciente* que, durante investigação do seu caso, descobriu-se que o café e energéticos seriam responsáveis pelo zumbido e afetavam seu metabolismo. O problema genético e automedicação e mesmo processos emocionais também podem levar a perda auditiva.
Há dez anos, a medicina não oferecia tratamento para zumbido, não havia possibilidade de um bom prognóstico.
Diferente de hoje que existem terapias, geradores de som com a correção da audição.
Cita-se o aparelho desenvolvido pelo pesquisador Richard Tyler.
O sistema permite a correção auditiva ao mesmo tempo que a pessoa consegue desviar o zumbido crônico para o “som estudado” do aparelho. Alguns casos exigem o acompanhamento de terapeutas e a utilização de técnicas de relaxamento.
Barulho na cabeça
Durante o dia uma senhora aposentada* tentava levar sua vida normalmente, mas bastava o silêncio de qualquer ambiente e a noite para lembrar-se do problema. “Fica na cabeça da gente o tempo todo. Estava ficando louca”. As primeiras buscas por respostas começaram na internet, mas depois iniciou uma verdadeira peregrinação por consultórios de profissionais de diferentes especialidades. Sem falar na quantidade de exames. Na época, observa, não tinha ninguém que tratasse do assunto. Alguns chegaram a orientar que acostumasse com o barulho porque não tinha tratamento acrescenta. Em suas pesquisas descobriu que 85% da população mundial sofre, com o zumbido, mas que somente 15% possui grau considerado insuportável.
A aposentada tentou de tudo para desviar a atenção do som que variava de intensidade e forma, tais como a tevê ou rádio ligados. O zumbido afeta definitivamente o dia a dia, afirma. “Você só pensa em sair daquela situação e não consegue. Parece uma perseguição porque é a primeira coisa que ouve e dorme com ele”, define. Há dez anos não se recorda de nenhuma alternativa que amenizasse ou resolvesse o sintoma.Tudo o que surgia era experimental. Nada que trouxesse algum resultado.”
Embora não saiba se a depressão tenha de fato relação com o surgimento do zumbido, ela conta que somente há um ano descobriu uma nova maneira de viver. “Não estou curada, mas estou usando o aparelho que consegue desviar a atenção dos barulhos da minha cabeça.”
O som emitido pelo aparelho é suave e consegue acalmá-la. Ela lembra dos convites dos quais esquivou por cerca de quinze anos, pois, não conseguia permanecer muito tempo em eventos sociais. “Só não uso direto(aparelho) porque transpiro muito e o aparelho não pode umedecer. Não digo que é 100%, mas para quem estava em desespero, hoje tenho qualidade de vida”, conclui.
* para não expor os paciente, seus nomes foram retirados do artigo.
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